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Arquivos da Categoria: DISCUSSÃO

Sobre o assunto, citamos o seguinte dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho:

Art. 59 – A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.

§ 2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.

§ 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma do parágrafo anterior, fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão.

Ainda, citamos a Súmula nº 85, do C. Tribunal Superior do Trabalho:

SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA (incorporadas as Orientações Juris-prudenciais nºs 182, 220 e 223 da SBDI-1) – Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005

I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. (ex-Súmula nº 85 – primeira parte – alterada pela Res. 121/2003, DJ 21.11.2003)

II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. (ex-OJ nº 182 da SBDI-1 – inserida em 08.11.2000)

III. O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. (ex-Súmula nº 85 – segunda parte – alterada pela Res. 121/2003, DJ 21.11.2003)

IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho ex-traordinário. (ex-OJ nº 220 da SBDI-1 – inserida em 20.06.2001)

ERROS COMETIDOS PELAS EMPRESAS E SEUS LIDERES

1. Cultivar a burocracia, prejudicando a produtividade. Excesso de regras, normas, controles e procedimentos levam as pessoas a se preocupar com o que não podem fazer. Elas ficam tão preocupadas com o processo que perdem o foco no resultado;

2. Acreditar que as pessoas são “descartáveis. Os empresários pensam: “Ninguém é insubstituível”. E não é mesmo. Mas há uma grande diferença entre saber que ninguém é insubstituível e acreditar que as pessoas são mais um recurso a ser descartado a qualquer momento, por qualquer razão. Peter Drucker afirmava: “As empresas são compostas de homens e idéias, o restante são recursos”. Demissões intempestivas comprometem o resultado das empresas, ferem os demitidos, tornam a reputação da empresa no mercado negativa e deixam um clima péssimo para quem fica;

3. Ter uma postura autoritária, difundindo a crença de que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Nenhum profissional que é bom no que faz agüenta isso por muito tempo;

4. Ter uma postura paternalista. O autoritarismo é “irmão gêmeo” do paternalismo, já que os dois partem do mesmo princípio: as pessoas não têm condições de serem autônomas, precisam ser “mandadas” e “protegidas”. A postura paternalista aparece, por exemplo, na tolerância ao mau desempenho;

5. Divulgar uma idéia, uma filosofia da empresa, e deixar transparecer que, na prática, as coisas não funcionam dessa forma. Supondo que uma organização tenha o seguinte lema: “Nossa empresa valoriza a criatividade e a inovação”. Mas, quando o funcionário apresenta uma idéia, ouve em resposta: “Faça como sempre foi feito” ou é obrigado a agüentar cara feia. Que liderança mais contraditória!

6. Reter informações. Desde as básicas para a execução do trabalho até aquelas estratégicas, sobre mudanças, inauguração de novas unidades, estabelecimento de novas metas para a empresa. A verdade é que líderes despreparados frequentemente retêm informações para si, pois a atitude dá a eles uma sensação de poder, que não é real! Para se ter uma idéia, há profissionais que nem mesmo sabem ao certo quais são os objetivos de sua empresa, aonde ela quer chegar. Como conseqüência, eles não se identificam com a organização, não se esforçam e tendem a pedir demissão;

7. Cometer injustiças, permitindo privilégios, dando tratamento preferencial a alguns funcionários ou praticando uma remuneração injusta, tanto na comparação interna quanto na comparação com outras empresas;

8. Contar com um líder que não se integra, não se “mistura”. A integração do líder com cada membro de sua equipe é algo que vai além da comunicação. Depende de ele se envolver com as pessoas, mostrar interesse por elas, ser próximo da equipe. Se, na empresa, não existe um processo de integração, as pessoas ficam desmotivadas e vão embora;

9. Confundir feedback – cujo propósito é corrigir um desvio, melhorando o desempenho futuro – com “feedcrau” – que se baseia em críticas destrutivas, olhares de desprezo, comentários depreciativos e outras formas, verbais ou não verbais, de criticar e desmerecer as pessoas;

10. Promover pessoas despreparadas para cargos de liderança. Um chefe que não é líder pode provocar desintegração da equipe, falta de motivação, queda da produtividade e da qualidade do trabalho e perda de talentos;

11. Não contar com um plano de remuneração estratégico e adequado. Quanto mais talentoso for o profissional, mais ambicioso ele será, na comparação com seus colegas. Se ele atinge os objetivos estipulados e sente que não é reconhecido, irá procurar um lugar melhor para trabalhar e, provavelmente, não terá dificuldade em encontrar;

12. Não esclarecer ao funcionário quais resultados são esperados dele, deixando de definir objetivos e prioridades. Quando tudo é prioridade, nada é prioridade! Os resultados ficam comprometidos e as pessoas ficam frustradas, estressadas e sobrecarregadas. Resultado: o profissional se esforça para realizar determinadas atividades que a empresa não valoriza e deixa de lado outras que o chefe considera mais importantes. Como ninguém fala nada do seu trabalho, para o qual tanto se empenhou, sente que não é reconhecido e fica insatisfeito com a empresa;

13. Não investir em formação e treinamento de funcionários. O que muitas empresas estão fazendo hoje é contratar pessoas prontas do mercado, com dois idiomas fluentes, pós-graduação, experiência e domínio dos programas de computador. Elas esquecem do papel de formadoras. É preciso oferecer aos profissionais treinamento, cursos, coaching. Podem ser cursos de curta duração, sobre como falar bem em público ou administrar melhor o tempo. Com isso, o funcionário vê que a empresa não fica só cobrando. Ela também oferece uma contrapartida, de forma que ele fica mais engajado;

14. Jogar um profissional contra o outro. O líder que faz isso, certamente, ao passar por avaliação psicológica, deixará transparecer que tem problemas pessoais. Nada é pior para uma equipe do que o espírito de competição. Enquanto o espírito de competitividade é saudável, o de competição só prejudica a empresa;

15. Realizar avaliação somente de cima para baixo (chefe para subordinado). A avaliação de baixo para cima também é importante. Na realidade, as empresas mais modernas já adotam um sistema de avaliação chamado de 360º, no qual todos avaliam todos. Logo, colegas de trabalho do mesmo nível hierárquico podem apontar deficiências e pontos fortes entre si, bem como quem está no mais baixo escalão tem a chance de dizer o que pensa sobre quem está no mais alto. A empresa só tem a ganhar com isso. O resultado mais provável é a retenção dos talentos por mais tempo.

CUIDADO COM OS BURROS  MOTIVADOS!!

A revista Isto é publicou esta entrevista de Camilo Vannuchi.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com

Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor

organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

“Cuidado com os burros motivados”

Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das

Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

ISTOÉ — Quem são os heróis de verdade?

Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma

pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter

carro importado, viaja r de primeira classe..

O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura..

Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não

chegaram a ser gerentes.

E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.

Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não

valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.

Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa

possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e

transparentes.

Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus

projetos de vida, e não para impressionar os outros.

São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ — O sr. citaria exemplos?

Shinyashiki –  Quando eu nasci, minha mãe era empregada

doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia

Morávamos em um bairro miserável em São

Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.

Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.

Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100%

Jardim Irene”.

É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.

O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje

10% da população americana.

Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais

suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?

Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher

que, embora não ame mais o marido,mantém o casamento, ou o homem que

passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o

faz se sentir seguro.

ISTOÉ — Qual o resultado disso?

Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.

O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de

inglês, informática e mandarim.

Aos nove ou dez anos a depressão aparece.

A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser

criança.

Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais

estão roubando a infância dos filhos.

Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.

Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?

Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de

faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.

É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.

As corporações valorizam mais a auto-estima

do que a competência.

Sou presidente da Editora Gente e entrevistei

uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas

palavras.

Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu

estar muito

interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o

desempenho dela, e não a conversa.

Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de

relações públicas. Contratei-a na hora.

Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ — Há um script estabelecido?

Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um

Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?

“Qual é seu defeito?”

Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:

“Eu mergulho de cabeça na empresa.

Preciso aprender a relaxar”.

É exatamente o que o Chefe quer escutar.

Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou

esquecido?

É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na

maioria das vezes,

são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.

O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:

“Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.

Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ — Temos um modelo de gestão  que premia pessoas mal

preparadas?

Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a

humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até

o fim e não se preocupam com o conhecimento.

Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil

é competência.

Cuidado com os burros motivados.

Há muita gente motivada fazendo besteira.

Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.

Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha

mão.

Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a

meus chefes, que foram

sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.

Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma

neurocirurgia.

O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.

Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima

está baixa.

Antes, o ter conseguia substituir o ser.

O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito

do garçom.

Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de

vida se tornou parecer.

As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.

E poucos são humildes para confessar que não sabem.

Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é

melhor assim.

Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de

sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua

valorizando os heróis.

Quem vai salvar o Brasil? O Lula.

Quem vai salvar o time? O técnico.

Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.

O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de

filosofia que dizia:

“Quando você quiser entender a essência do ser

humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante

um jantar no Palácio de Buckingham”.

Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.

Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez

coisas que não deram certo.

A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o

super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki — Exatamente.

A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra,

tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.

Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque

acreditavam que ele fosse mudar

suas vidas e se decepcionaram.

A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela

própria vida é delas.

ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto

Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor

tem defeitos?

Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.

Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.

Há várias coisas que eu queria e não consegui.

Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).

Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25

anos.

Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela

é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria

que fosse.

Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.

O resto  foram apostas e erros.

Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.

Um amigão me perguntou:

“Quem decidiu publicar esse livro?”

Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.

Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da

aparência?

Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as

pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.

São três fraquezas.

A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir

amada e a terceira é buscar segurança.

Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.

Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.

Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith

Richards.

Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do

Bill Gates..

O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas

próprias potencialidades.

ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.

São quatro loucuras da sociedade.

A primeira é instituir que todos têm de ter

sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.

O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura:

Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe!

Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são

interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.

Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito..

Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto

outros se dizem infelizes

justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou

com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a

praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo,

trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias

morriam nove ou dez pacientes.

Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.

A maior parte pega o médico pela camisa e diz:

“Doutor, não me deixe morrer.

Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser

feliz”.

Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.

Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas

pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o

dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou

perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Estive em Lages – SC,  ministrando palestra na universidade UNIPLAC e participando de uma mesa redonda com diversos profissionais da saúde onde o tema era ” Multidisciplinaridade na saúde”. Debatemos a importancia dos profissionais da saúde interligados e efetivamente desenvolvendo um trabalho em grupo. Deixo aqui minha proposta: VAMOS DEBATER ESTE TEMA?

VAMOS COMENTAR NOSSA PROFISSÃO. O PROXIMO ANO SE APROXIMA E O SINBIESP QUER SABER OS ANSEIOS DOS NOSSOS PROFISSIONAIS. VAMOS PRESTIGIAR NOSSO SITE E NOSSO BLOG ENVIANDO SUGESTÕES PARA QUE POSSAMOS DEBATER DE FORMA PROVEITOSA. CONTAMOS COM A SUA COLABORAÇÃO.

Biomédicos e Técnicos em Radiologia: diferenças entre os dois profissionais

 

Os Técnicos em Radiologia estão sujeitos ao disposto na Lei nº 7.394, de 1985. O art. 1º da legislação relaciona, nos seus cinco incisos, os setores nos quais aqueles profissionais podem trabalhar, são eles: as áreas radiológica, radioterápica, radioisotópica, industrial e medicina nuclear.

Tanto o art. 1º como os outros 17 dispositivos que compõem a Lei não tratam, em momento algum, acerca da exclusividade na prestação de serviços radiológicos. Se não existe exclusividade, é absolutamente certo que outros profissionais, devidamente habilitados e sempre sob supervisão do Médico Radiologista, poderão executar as mesmas técnicas.

A profissão do Biomédico, por exemplo, está prevista na Lei nº 6.684, de 1979. Dispõe o inciso III, do art. 5º desta Lei que o Biomédico, sem prejuízo do exercício das mesmas atividades por outros profissionais igualmente habilitados na forma da legislação específica, poderá atuar, sob supervisão médica, em serviços de radiodiagnóstico.

A lei do Biomédico, que é anterior a lei do Técnico em Radiologia, como que prevendo o futuro, admitiu expressamente a hipótese de as técnicas radiológicas serem executadas por outros profissionais de saúde, o que reforça o afirmado no primeiro parágrafo deste artigo.

O Biomédico, que nos termos do art. 6º da Resolução nº 78, de 2002, do Conselho Federal de Biomedicina, pode trabalhar com: tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultra-sonografia, radiologia vascular e intervencionista, radiologia pediátrica, mamografia, densitometria óssea, neuroradiologia, medicina nuclear e outras modalidades que possam complementar esta área de atuação.

Por conseguinte, os serviços médicos especializados em radiodiagnóstico e imagenologia poderão contratar, para a execução dos serviços radiológicos, tanto Biomédicos como Técnicos em Radiologia, de acordo com a sua conveniência.

Para ajudar na escolha, apontaremos na seqüência as três principais diferenças entre os respectivos profissionais, no que se refere aos direitos trabalhistas.

Em decorrência do disposto no art. 14 da Lei n° 7.394/85, os Técnicos em Radiologia têm direito à jornada especial de 24 (vinte e quatro) horas semanais, ou 4 (quatro) diárias, de segunda a sábado.

Já a lei que regulamenta a profissão do Biomédico não fixa limites de horário. Logo, esse profissional estará sujeito às regras gerais da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, que estabelece jornada de 8 (oito) horas diárias, com limite semanal máximo de 44 (quarenta e quatro) horas, de acordo com o inciso XIII do art. 7º da Constituição Federal.

Com relação ao salário, o Técnico em Radiologia faz jus ao pagamento mínimo de 2 (dois) salários mínimos, acrescidos do adicional de 40% (quarenta por cento), por força do artigo da lei que regulamenta a profissão.

Quanto aos Biomédicos, não há qualquer previsão legal a respeito do assunto. Sendo assim, vigora a lei do mercado, ressalvando-se a hipótese de existência de um piso salarial normativo previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A última diferença entre os mencionados profissionais diz respeito aos adicionais de insalubridade/periculosidade.

O Técnico em Radiologia, de acordo com o artigo 16 da referida Lei, faz jus ao adicional de insalubridade de 40% (quarenta por cento), que incidirá sobre dois salários mínimos. Esse pagamento, por estar previsto na lei, é compulsório, ainda que o citado profissional opere equipamentos que não emitam radiação.

O Biomédico, por sua vez, não tem direito aos adicionais de insalubridade/periculosidade de forma obrigatória, como no caso dos Técnicos, porque a lei de regência é omissa a respeito do assunto.

Tal omissão, porém, não significa que o Biomédico não terá direito ao recebimento daqueles adicionais. Quer dizer apenas que os empregados estão isentos do pagamento obrigatório. Desse modo, se o equipamento operado não emitir radiação, nenhum adicional será devido, diversamente do que ocorre com os Técnicos.

Os adicionais de insalubridade/periculosidade, que não são cumulativos [apenas um é devido], somente serão devidos se, através de perícia, a ser realizada por Médico ou Engenheiro do Trabalho, foi constatada a existência de ambiente insalubre ou perigoso à saúde do trabalhador (CLT, artigos 192, 193 e 195)
Autor: Dr. Carlos Alberto Teixeira de Nóbrega, advogado da área de direito trabalhista


Fonte: Boletim CBR
Edição: Clarissa Poty
27.03.2008

O Brasil possui, hoje, 20 milhões de trabalhadores sindicalizados, responsáveis pela existência de 11,4 mil entidades sindicais de trabalhadores. Mas no exercício do seu papel representativo, estes sindicatos defendem, junto aos sindicatos patronais ou diretamente aos empregadores, os direitos e as conquistas de um contingente muito maior de pessoas. Toda a vez que um sindicato negocia com uma categoria patronal, as vantagens obtidas da negociação não ficam restritas aos seus associados: por força de lei, elas são estendidas a todos os profissionais que fazem parte da mesma categoria, indistintamente, mesmo que não sejam sindicalizados. Os profissionais liberais somam mais de 5 milhões, no Brasil, sendo representados por mais de 500 entidades sindicais. Esses sindicatos, além de realizar a negociação trabalhista, lutam por uma ampliação do seu espaço de atuação profissional, prestando ainda uma série de serviços aos seus associados. Todos ganham com a representação sindical O Sindicato, assim, cumpre um importante papel social. Além de negociar salários, ele estabelece acordos coletivos com os empregadores, buscando melhorar as condições de trabalho dos profissionais que representa. Ele luta pela ampliação dos benefícios ao trabalhador e acaba estendendo sua ação sobre as próprias necessidades das famílias de seus representados. Isto, quando não é o Sindicato mesmo que cria e oferece serviços indispensáveis aos profissionais, proporcionando assistência jurídica a seus associados, planos de assistência médica e odontológica, cursos de qualificação profissional, recolocação no mercado de trabalho e outros. Mas sem investimentos nada disso seria possível. É por isso que todo trabalhador, sindicalizado ou não, recolhe, uma vez por ano, a chamada Contribuição Sindical. Ela serve para manter e fortalecer o Sindicato, e para garantir que ele continue exercendo o seu papel. Sindicato por categoria profissional é garantia de defesa de todos os seus direitos A partir do conhecimento das particularidades das distintas categorias profissionais, das suas necessidades e da proteção legal específica garantidas pela regulamentação profissional própria de cada uma delas, torna-se possível ao Sindicato ser uma forte organização na luta pelos interesses da sua categoria. A imprensa sindical, uma voz em defesa dos direitos dos trabalhadores, da sua organização e da democracia, produz 10,5 milhões de exemplares de jornais por mês só no estado de São Paulo. Com o não pagamento da contribuição sindical, teria sua força reduzida à inexpressão. Um movimento sindical forte como temos no Brasil é essencial para a organização coletiva da sociedade civil e para a defesa dos princípios éticos e democráticos. Você poderia imaginar eventos como o impeachment de Fernando Collor de Mello, os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, a movimentação pelas eleições diretas para Presidente da República, assim como outros fatos da nossa história recente, sem a participação do movimento sindical? Compare o que você recebe com o que você paga Compare o custo com o benefício que o Sindicato proporciona a você e sua família. Se isso fosse colocado em uma balança, todos os trabalhadores do Brasil, sem o apoio e o amparo de seus sindicatos, não teriam forças para equilibrá-la.

 A sua voz é importante. Estamos falando de seu futuro. E o valor que você paga anualmente corresponde a menos de um dia de trabalho. Sem a contribuição sindical nada disso seria possível Reafirme o seu compromisso com o sindicato representativo da sua categoria profissional, pagando a Contribuição Sindical até 28 de fevereiro.

Caso você seja empregado, não esqueça de apresentar o comprovante de pagamento até o dia 10 de março ao setor de Recursos Humanos do empregador, evitando o desconto de um dia de trabalho em seu salário.

POR QUE A REPRESENTAÇÃO SINDICAL POR CATEGORIA PROFISSIONAL É IMPRESCINDÍVEL

  •  Salário

Seu salário sofreria uma perda gradual de poder aquisitivo. E você não teria uma entidade específica negociando com o empregador.

  • Emprego

O Sindicato é indutor e defensor da manutenção do emprego e da obediência às leis e direitos trabalhistas, acompanhando as rescisões contratuais.

  • Saúde

O Sindicato da sua categoria possibilita, através de convênios, oferecer aos associados serviços que compensam a fragilidade da previdência social.

  • Futuro

O Sindicato profissional cria suportes à atualização, proporcionando condições de melhoria no seu desempenho profissional. Possibilita ainda a sua recolocação no mercado de trabalho.

 

Fonte: http://www.fenaci.org.br

Hoje os cursos de biomedicina estão se espalhando pelo pais. Em um primeiro momento podemos pensar que é muito bom mas não é. Algumas faculdades estão com um conteúdo muito ruim, professores despreparados aliados ao preço baixo e vista grossa do tipo passa de periodo quem quiser. Esta receita é ótima para ganhar dinheiro enganando alunos e pessima para os profissionais formados. Você sabia que a carga horária minima do curso de biomedicina foi revista recentemente e aprovada com 3.200 Hrs.? sendo que 20% dedicado ao estágio?. Será que estamos visualizando um ensino técnico com nome de superior? precisamos fazer algo para mudar este panorama.

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